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Um Caminho de Fé e de História no Santuário do Bom Jesus

Foto do escritor: Leonor Almeida
Leonor Almeida
1 de mai. de 2025
2 min de leitura

Close-up view of a vibrant fabric pattern

O ar quente e leve de Braga faz-se notar à medida que subimos a Escadaria dos Cinco Sentidos, o segundo lance dos escadórios do Bom Jesus do Monte. A partir deste ponto, conseguimos ter uma visão envolvente do Santuário. Cada degrau alcançado separa-nos do barulho da cidade e convida-nos a entrar na calma do lugar que a muitos “transmite paz”, como descreve Maria Antónia, guia turística que visita o santuário “quase todos os meses e vários dias ao mês”. 


A história do Bom Jesus do Monte remonta ao século XIV onde, nesta paragem de estilo barroco, se passou a contemplar uma das maiores rotas sagradas da Europa. As primeiras evidências de presença humana datam da Idade Média, período em que se acredita ter sido erguida, no topo do monte, uma pequena ermida dedicada à Santa Cruz, logo transformada num local de culto e de devoção cristã. Ao longo dos séculos XIV e XV, a capela permaneceu como um local de peregrinações, onde a fé assumia um papel central. 

Foi no século XVI que o arcebispo D. Frei Agostinho de Jesus promoveu aí melhorias e incentivou a criação de uma Confraria, com o objetivo de melhor organizar e preservar o espaço religioso que ali se implantou. Varico Pereira, atual vice-presidente da Confraria, afirma que, nessa altura, “era mais importante ser presidente da Confraria do Bom Jesus do que ser presidente da Câmara Municipal de Braga”.


Apesar dos grandes progressos conquistados aquando da sua construção, este local nem sempre foi mantido em bom estado. Em 1720, Dom Rodrigo de Moura Teles promoveu um grande projeto de renovação que visava revitalizar o templo que, por esta altura, estava abandonado. Foi também nesta obra que construíram as capelas da Via-Sacra e o “Escadório dos Cinco Sentidos”. Mais tarde, já em 1784, surgiu a necessidade de aumentar o Santuário devido à grande afluência de pessoas, marcando, assim, uma nova etapa da história do Bom Jesus do Monte.

 

A partir desta data, o local tornou-se parecido com aquilo que vemos hoje, os escadórios em ziguezague, as esculturas e fontes em cada patamar e a igreja, cujo a planta é uma cruz latina. Assim, o Santuário, carregado de história e significado tornou-se ponto de grande relevância a nível religioso, “se pensarmos, no século XIX, o Santuário do Bom Jesus era o mais importante do país”, salienta Varico Pereira. 



Leonor Almeida e Iara Cardoso Monteiro, Maio de 2025

 
 
 

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